A Floresta do maiobe

    • Olá São
      Que Jane Coisa nenhuma... era isso sim, uma tremenda "maria rapaz".
      Com uma curiosidade insaciável que muitas vezes me deixou à beira de um ataque de nervos...Tudo o que fosse árvore era para trepar e olha que apanhei uns belos sustos, mas não tinha emenda...
      Com cobras, nem se fala eram grandes de cores variadas e muito assustadoras.Tanto que por causa de uma, fiquei algumas horas sem falar.
      Ainda hoje quando sinto que anda uma cobra na área desapareço o mais rápidamente possível.
      Foram quatro anos de mato inesquecíveis e as histórias andam a volta do mesmo... pesquisar o desconhecido.

      Vê outra opinião.

      marius709.com.sapo.pt/10AFloresta.html
      Um abraço
    • Malu

      Gostei muito ! E as fotos são lindas.Só falta lá um boa Jibóia :D :D :D :D
      Ainda hoje me arrepio com a maneira irresponsável com que andávamos no meio do mato,quando éramos crianças.Com tanta cobra venenosa que por lá havia,nunca fomos mordidas nem conheci ninguém que o fosse.Elas simplesmente fugiam.Acho que tivemos muita sorte.

      Mas pelo que contas ,apanhaste um" baita" de um susto,com uma cobra!! Devias ser fresca :um Tarzan em versão feminina! :D :D :D :D já que dizes que eras uma maria rapaz. :)) :)) :))


      XAU,um abraço
    • Floresta do Maiombe

      FLORESTA DO MAIOMBE
      OCEANO VEGETAL


      Volta e meia podemos acrescentar um ponto ao conto....(não falta onde pesquisar)

      A superfície da floresta equatorial do Maiombe é duas vezes superior à de S. Tomé, e a riqueza (quantidade, qualidade e diversidade) da flora é invulgar, existindo muitas manchas de difícil transposição.

      A Norte do rio Chiloango que domina a savana com muitas manchas florestais até junto a Buco-Zau. Mas é a partir do Dinge que a floresta se torna mais densa. Contudo, é no Alto Maiombe que ela assume a sua dimensão monumental, gigantesca, encerrando todo o esplendor e sortilégio referidos por cronistas, pintores e jornalistas que conhecem esta maravilha da Natureza e dela se ocuparam."

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    • RE: Floresta do Maiombe

      "Uma das grandes riquezas de Cabinda é o seu lençol friático. É enorme a proporção de terras imersas em relação à superfície total do território. Possui vários rios, ribeiras, lagoas e pântanos.
      Chiloango é o rio mais imponente. Nasce na Rep.do Congo(Kinshasa) e faz fronteira em parte do seu percurso, entre aquele país e
      Cabinda, desaguando no Oceano Atlântico, em Lândana. Na foz, o Chiloango forma uma grande zona pantanosa que sofre interferências das marés. É um rio de caudal ligeiramente superior à média, navegável numa grande extensão do seu curso. Teve, aliás, uma importância extraordinária no desenvolvimento do interior relacionado com transporte de mercadorias e pessoas antes da construção da rede de estradas.
      Existem outros rios, dos quais se destacam: Lucola, Lulondo, Lubinda, Lunhuca, Lupo, Luchi e Lufo. A ordem porque são aqui referidos é de Sul para Norte e não em função do seu caudal ou cumprimento.
      Calmos e silenciosos, sonhadores até, entre margens de unia beleza indiscritível, correm as águas volumosas de um Chiloango, dum Luáli, dum Lukula ou as do serpentear do Lukola, do Lulondo, do Lubinda, do Fubu, etc. etc. Tudo belo. Tudo rico."

      www.geocities.com/cabindalivre/clamar.html

      Há muito que ler....
    • RE: A Floresta do maiobe

      Mazungue

      Vi aqui uma referencia ao MAIOMBE (Cabinda). Não pude deixar de sentir uma enorme nostalgia... pois ali vivi alguns anos e por razões profissionais, percorri profundamente a mata do Maiombe em prospecções mineiras.Daí resultou a fundação de duas companhias mineiras; A Cominas ( companhia Mineira do Malembo( para diamantes) e a Comineira ( Companhia Mineira de Cabinda) para ouro e outros minérios de manganés( pirolosite). Fui administrador da Comineira, porque fui um dos seus fundadores. Tambem construi predios e escolas na cidade. Planifiquei e dirigi a primeira Exposição feira de Cabinda. Nos circuitos automóvel da cidade e rali ao Dinge, fiz-me presente e entre os favoritos. Ainda lembro o filho do Serrano que no seu BMW(novo) me venceu e convenceu. Também para o Serrano fiz o estudo e projectos para a captação das " Água do Subantando". Muita poesia escrevi sobre Cabinda e que declamei na sua Rádio. Alguns poemas foram galardoados nos jogos florais promovidos pela cidade. Jamais poderei esquecer esse tempo e as gentes maravilhosas de Cabinda! Falar do MAIOMBE e Cabinda, é para mim recordar páginas de beleza e amizade, onde provei tambem os efeitos da xicuala... e o peixe com sebolada, da lagoa.
      O que será feito da Nanete? Era uma verdadeira Dama e vivia no povo antes de chegar ao Malembo. O que será feito de todos aqueles Cabindas que trabalharam comigo, como encarregados de obras, motoristas,prospectores e acima de tudo grandes amigos nos bons e maus momentos?! Foi de Cabinda que o meu chimpanzé Jimy( a loucura de toda a familia),veio comigo para Luanda e depois para Moçambique, onde ficou sepultado. Hoje sou um velho, cheio de saudades... e que saudades!...

      CAMPOS ALMEIDA