Folk - Sarrabiscos Folcloridos

    • RE: Folk - Sarrabiscos Folcloridos

      Serões - Apresentando um poeta

      A descoberta de um cometa ou de um filão de terra, o simples encontro com um
      vaso romano ou um osso prehistórico, são considerados objectos raríssimos,
      de alta estimação, fontes de gloria muitas vezes, motivos de orgulho quase
      sempre, por parte de quem os descobriu.

      Eu descobri isto, li e gostei. Passo a partilhar!


      Author @ Amazon .... Tony de Araujo
    • tony araujo escreveu:

      As Sete Mulheres do Minho

      As sete mulheres do Minho
      mulheres de grande valor
      Armadas de fuso e roca
      correram com o regedor

      Essa mulher lá do Minho
      que da foice fez espada
      há-de ter na lusa história
      uma página doirada

      Viva a Maria da Fonte
      com as pistolas na mão
      para matar os Cabrais
      que são falsos à nação

      Letra e composição de Zeca Afonso


      Author @ Amazon .... Tony de Araujo
    • E o Nosso folclore?

      Ó Ferreiro Guarda a Filha
      (Trás-os Montes)

      Ó ferreiro guarda a filha
      Não a ponhas à janela
      Que anda aí um rapazinho
      Que não tira os olhos dela

      Vai tu, vai tu, vai ela
      Vai tu pra casa dela

      Ó ferreiro guarda a filha
      não a ponhas a costigo
      Que vem aí um rapazinho
      Que á quer levar consigo

      Vai tu, vai tu, vai ela
      Vai tu pra casa dela

      És do meu gosto
      És da minha opinião
      Hei-de amar a moreninha
      Da raíz do coração

      Ó ferreiro guarda a filha
      Não a ponhas ao portal
      Que anda aí um rapazinho
      Que a quer por bem ou mal



      Letra original:

      Ó ferreiro, guarda a filha,
      não a ponhas à janela,
      que anda aí um papo-seco
      que não tira os olhos dela.

      Vai tu, vai tu, vai ela,
      Vai tu pra casa dela.

      És do meu gosto,
      és da minha opinião:
      hei-de amar a moreninha
      da raiz do coração.

      Ó ferreiro, guarda a filha,
      não a ponhas ao balcão,
      que anda aí um papo-seco
      que lhe quer deitar a mão.

      etc...

      Referencia:
      Cancioneiro popular duriense
      edited by António Cabral

      Source Code

      1. http://books.google.com/books?id=hD977jUi-DIC&lpg=PA75&dq=%22%C3%93%20ferreiro%20guarda%20a%20filha%20%22&pg=PA75#v=onepage&q=%22%C3%93%20ferreiro%20guarda%20a%20filha%20%22&f=false

      Author @ Amazon .... Tony de Araujo
    • oi Tony! aprecio as nossas cantigas tradicionais!
      à pouco tempo uns mesitos apenas a minha mãe devia estar feliz ainda me cantou o tema Já passei a roupa a ferro, já passei o meu vestido e amanhã vou-me casar e o Manuel é o meu marido| emocionei-me pois ela nos seus 94 anos ainda me surpreende|
      abraços
      Manuela


      Editado por Tony de Araujo
    • Tradicional dos dias dos Reis no Norte de Portugal

      Os três reis do oriente caminham para Belém, foram ver o Deus menino que nossa Sra. Tem

      Aqui estão os Reis a porta, dispostos para cantar, se o sr. nos der licença, nós iremos começar

      Viva lá sr.Antonio, onde Põe o seu chapei, no meio da sua sala parece um Anjo do Céu

      Viva lá Dna. Maria, onde Põe o seu Colete, no meio da sua cama, mais parece um ramalhete.

      Viva lá sr.José, raminho de salsa crua, quando se Põe à janela, parece um Anjo na lua.

      Viva lá menina Ana, olhinho de cereja, é a menina mais bonita que entra na nossa Igreja.

      Viva lá sr. Manuel ,raminho de bem querer, pegue na chave da adega, venha dar-nos de beber.

      Se nos querem dar os Reis, não nos façam demorar, nós vimos de muito longe, não podemos cá voltar.

      Source Code

      1. Referencia:
      2. http://www.gfvv.pt/letras/reis/somos_traquinas_de_vila_verde.pdf

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      Nota:
      Estes versos e estrofe foram passadas verbalmente. Espero que estejam corretos.
      Eu não me lembro de nenhum. Apenas me lembro deste:

      Aqui estão os reis à porta, meninos do oriente...

      A minha investigação continua...

      Lembro-me no dia dos Reis em que se ia pelas ruas abaixo cantando estes versos ao som do rufar do tambor do velho Corga.


      “Aqui então os Reis à porta,
      Dispostos p’ra lhos cantar;
      Se os senhores nos dão licença,
      Vamos-lhos a começar!”

      “Quem lhes vem cantar os Reis,
      Da sorte que as noites estão,
      Certo é que lhes quer bem,
      Da raíz do coração.”

      “Boas Festas, Boas Festas,
      Boas Festas vimos dar
      Que nasceu o Deus Menino
      Em Belém, p’ra nos salvar!”

      “Se nos querem dar os Reis,
      Não nos estejam a demorar,
      Nós somos de muito longe,Temos jornada para andar!”

      “Estes Reis que nós cantamos,
      Tornamos a descantar;
      Estes barbas de farelos,
      Não têm nada p’ra nos dar!”

      “Daqui de onde estou bem vejo,
      A faca estar a saltar,
      Para cortar a chouriça,
      Que os senhores nos querem dar!”

      “Despedida, despedida,
      Como a deu a cereja ao ramo;
      Fiquem com Deus, meus senhores,
      Queira Deus que de hoje a um ano!”

      Source Code

      1. Referencia:
      2. http://travancasdaraia.blogspot.com/2009/01/cantar-dos-reis.html


      Author @ Amazon .... Tony de Araujo