O último ano em Angola

    • RE: O último ano em Angola

      caras amigas/os,


      Desculpem a interferencia na vossa sala. Nao me teem visto neste sitio. mas tenho a dizer que desempenhei as obrigacoes de militar antes do 25 de abril e pouco depois. Quando aconteceu o golpe de estado em portugal estava no ambriz e nesse dia informaram-nos o que tinha acontecido em portugal. Andava tudo em alvoroco ate escreveram no asfalto da vila viva a liberdade, e havia cartazes por todos os lados acerca da liberdade.


      Depois fui destacado para luanda aonde havia uma guerra civil. Havia mortos em varios sitios. Faziamos patrulha no bairro do golfo aonde houve muitos acontecimentos, quando os tres partidos se juntaram entao foi quando se aqueceu.Ate os nossos prop[rios militares andavam descontrolados, houve ocasioes aonde nos atiraram umas rajadas de metralhadora contra nos por erro. Havia casas que nao tinham parede so o que ficou foi o chao. Dormia-mos um pouco na patrulha da noite e os mosquitos que nos mordiam. Depois fui destacado para o leste perto de malange por la se ficou. Depois houve ordens para empacutar tudo e ir para luanda.


      Ai fui destacado com o auxilio de outros militares para evacuar todos os meios de transporte que la havia os carregar um encima dos outros e polos num camiao para irem para luanda. Mas havia um problema e que eu ja nao recebia o pagamento mensal mas o que sera que se passa. Depois de chegar a luanda fui ver a secretaria e vereficar esse erro. A surpreza foi que estava marcado com letra vermelha como tinha desertado da tropa. Entao mandaram-me para a mata e agora dao-me como desertado mas que e isso? Tiveram que pagar o que deviam.

      Assim foi em marco de 1975 passei a disponibilidade e embarquei para a EX-RHODESIA .





      A
    • o meu ultimo ano em angola

      sai da gabela e fui para luanda uma temporada, nas cidades sentiamo-nos mais protegidos. os meus pais ficaram com uma pensao para irem governando a vida.mas durou pouco a nossa estadia em luanda.

      as coisas eram complicadas, nao havia quase nada para comprar. para comprar um paozinho cada um de nös tinha que ir para a bicha da padaria às 3 da manha.

      mas o trabalho da pensao ia muito bem, tinhamos bastante trabalho. mas tivemos que abandonar tudo. fechamos a porta e demos a chave ao empregadito que nos ajudava nos serviços de casa. era o toto, ele tinha 18 anos e era muito nosso amigo, queriamos que ele fosse para portugal conosco, mas nao aceitou para nao deixar a sua familia.foi nessa altura que percebi que à gabela jà nao iria voltar mais.

      e o que mais me custou foi nao poder despedir-me de todas as pessoas que eu tanto gostava.

      a vida deu uma volta enorme, habituar-me ao frio, foi o que mais me custou, e o ter deixado là o meu caozinho fez-me sofrer muito. eu amo os animais