Contacto com os antigos ESCUTEIROS de Nova Lisboa

    • RE: Contacto com os antigos ESCUTEIROS de Nova Lisboa

      Tony

      Fiquei admirado não ter conhecimento que havia escuteiro na sua terra natalícia.

      Pois havia na Sé; nos Bairros de S. João; S. Pedro; Stº. António; Benfica; missão do Canhe e no Bailundo.

      Em Nova Lisboa o Chefe Regional era o Alberto Pereira Gonçalves, professor na Escola Industrial. Os escuteiros estavam sempre presentes em actividades religiosas e públicas.

      Darei mais pormenores bem como o migo Raúl.

      Uma canhota
      Rogério
    • RE: Contacto com os antigos ESCUTEIROS de Nova Lisboa

      Prezado Rogério e todos os antigos escuteiros de Nova Lisboa.

      Como começaste, e muito bem, pelo fundador e chefe mundial do Escutismo, eu vou continuar minha participação, HOMENAGIANDO aquele que eu considerei como o chefe mais actuante e o que mais se destacou, entre os grandes chefes que passaram pela Regional de Nova Lisboa:

      HOMENAGENS A UM GRANDE CHEFE DE ESCUTEIROS

      Conheci o Chefe Rodrigues, em 1962, quando eu tinha 18 anos, e era Caminheiro no Agrupamento da Sé Catedral, em Nova Lisboa. Ele era Chefe desse Agrupamento.

      Durante os 10 anos que permaneci como membro do CNE, passei pôr 3 Agrupamentos. Convivi com vários dirigentes, mas o Chefe Rodrigues, sobressaía entre todos os outros, pela sua perspicácia
      Ele vivia o escutismo. Ele lutava pela preservação do movimento escutista.
      Ele prejudicava sua vida familiar e profissional, em prol do escutismo.
      Ele era o braço direito do Chefe Gonçalves, na chefia da Junta Reginal de Nova Lisboa.
      Foi ele que me insentivou a assumir a chefia do Agrupamento do Bairro Sto. António e sempre me orientou.
      Nos fogos de conselho, era um exímio animador, com seu acordeon.

      Quando em 1972, me desliguei da familia escutista, pôr motivos profissionais (tive que me ausentar da cidade), soube depois que ele tinha voltado para a Madeira. Nunca mais tive noticias dele.

      Já aqui no Brasil, em 2005, entrei num Site de escuteiros da Madeira e perguntei pôr ele.
      Soube com bastante tristeza, que havia falecido, 10 anos antes.

      Deixo esta homenagem em aberto, para que, algum ex escuteiro ou chefe que o conheceu, certamente haverá muitos, e queira acescentar algo, sobre o grande Chefe que foi, JOSÉ FRANCISCO RODRIGUES BONITO.
      Se alguém tiver uma foto dele em ponto grande, seria interessante coloca-la.

      Aquele aperto de mão do lado do coração, para todos

      Raul

      Na foto: Do lado esquerdo chefe Rodrigues, eu no meio e o Armindo no lado direito. Acampamento na Missão do Canhê. 1962.
      Imagens
      • Bon 01.jpg

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      Raul
    • RE: Contacto com os antigos ESCUTEIROS de Nova Lisboa

      Raúl irmão escuta

      Nesse acampamento da Sacaála em 1963 foi um acampamento Regional
      onde esteve só os escutas da Cidade e Bairros de Nova Lisboa. Também estive lá e numa das noites choveu bastante. O mas interessante nos acampamentos que fazia-mos era: além de todos os serviços de campo, jogos, construções, era sem dúvida alguma as rondas nocturnas, etc.

      A tua homenagem é a minha aos Chefes Rodrigues e Chefe Gonçalves pois também já partiu. Sabia da sua partida e foi-me dado conhecimento pelo Big-chefe Gonçalves. Antes da sua partida ainda trocamos correspondência e confidências. Entrarei com pormenores mais á frente, mas deixo-te aqui um presente.



      Uma canhota
      Águia Trepadora
    • RE: Contacto com os antigos ESCUTEIROS de Nova Lisboa

      Alô amigo Raúl e todos antigos escuteiros de Nova Liboa

      Continuando a vida de B.-P.:

      GUERRAS EM ÁFRICA

      Em 1887 encontramos B.-P. de novo em África como Ajudante de campo de seu tio, que era Governador da Província do Cabo a tomar parte nas campanhas contra os Zulos, foi então ai que ouvio o coro «Ingoniama» cantado por uma coluna de Zulus em marcha, os nativos deram-lhe o nome «M'hlaha Panzi» (o homem que se deita para disparar) significando que tinha cuidado ao apontar ou pensava antes de agir. Mais tarde contra as ferozes tribos dos guerreiros Achantis e dos selvagens Matabeles (a terra agora conhecida por Zimbabwe, antiga Rodésia). Os indígenas tinham-lhe tanto medo, que lhe deram o nome de «Impisa», o «Lobo que não dorme», por causa da sua audácia, da sua habilidade de explorador e da sua espantosa perícia em seguir pistas.

      As promoções de Baden-Powell eram quase automáticas, tão regularmente se sucediam, até que, de repente, se tornou célebre.

      Estava-se no ano de 1899 e B.-P. era já coronel.

      Era grande a efervescência na África do Sul. As relações entre os ingleses e o governo da república do Transval tinham chegado ao ponto de romper-se. Baden-Pawell recebeu ordens de organizar dois batalhões de carabineiros montados e dirifir-se a Mafeking, cidade no coração do Sul da África. «Quem possuir Mafeking tem na mão as rédeas da África do Sul», era dito corrente entre os indígenas, que se viu ser verdadeiro.

      O CERCO DE MAFEKING

      Veio a guerra e durante 217 dias --- desde 13 de Outubro de 1899 --- B.-P. defendeu Mafeking resistindo ao cerco contra forças inimigas (exército Boer) muito superiores cerca de 9000 homens, até que, finalmente, lhe chegaram reforços no dia 18 de Maio de 1900.

      A Grã-Bretanha estivera em suspenso durante estes longos meses. Quando finalmente chegou a notícia: «Mafeking foi socorrida», ficou louca de alegria. Procurai no dicionário a palavra Mafeking e logo a seguir a ela encontrareis duas palavras que nesse dia de júbilo se formaram do nome da cidade africana: «Maffick» e Maffication» --- que significam «celebração tumultuosa».

      B.-P., elevado agora ao posto de major-general, achou-se convertido em herói aos olhos dos seus compatriotas.

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      Para os escuteiros "Mafeking" tem uma grande importância. Os rapazes da cidade foram organizados num corpo, de mensageiros e B.P. impressionou-se pela maneira como eles levavam a cabo as suas missões.

      Uma


      Rogério