POLÍTICA CONTEMPORANEA- Análise e discussão Filosófico/Social

    • REPOLÍTICA CONTEMPORANEA- Análise e discussão Filosófico/Social

      Os nossos políticos continuam a insistir num sistema económico/político ultrapassado que não deu resultado noutros países, nomeadamente naqueles mais influenciados pela máquina de repressão americana como a América latina. Os próprios EUA entraram em "banca rota" arrastando tudo e todos.

      Costuma-se dizer que não há fumo sem fogo.

      E por isso mesmo, devemos estar atentos às grandes nuvens de fumaça que surgem constantemente nos países chamados "do primeiro Mundo".
      A Europa (a maioria parlamentar da U.E.) quer impor-nos esse sistema económico global que mais não é do que um sistema que só interessa aos EUA porque a sua moeda está apoiada na especulação financeira e não em reservas sólidas do Departamento do Tesouro.

      Por isso mesmo, e em consequência de alguns "sustos" que o sistema económico norte-americano vem proporcionando, os próprios americanos já pensaram numa solução que os beneficiará mas arrastará para a falência o resto do mundo, a começar por aquelas nações cuja moeda tem como suporte o dólar americano.

      Já está tudo montado para despoletar essa solução.

      Senão, vejamos:
      Em 12 de Março de 2008 o Congresso dos EUA reuniu-se, pela quarta vez em 176 anos, à porta fechada na Câmara dos Deputados, discutindo entre outras coisas "A fusão necessária e inevitável dos EUA com o Canadá (pelas suas reservas naturais) e com o México (pela sua força de trabalho barata)", e "a emissão de uma nova moeda – o AMERO – para as três nações mencionadas como solução proposta para o armagedon económico que se aproxima"

      Hal Turner, ex-jornalista da CNN que se demitiu precisamente por não concordar com o que se estava a passar na manipulação dos factos (como devem saber a CNN é uma estação do regime, um braço fiel da propaganda dos EUA) no seu Blog escreve:

      "Os meus ouvintes de rádio show vão lembrar-se que em 5 de Setembro de 2007, mais de um ano atrás, eu avisei o meu público-alvo no ar, que este (projecto)estava a caminho.

      "Eu anunciei durante esse programa de rádio que o governo havia secretamente cunhado a nova moeda, o AMERO e revelei uma trama para intencionalmente causar a falência dos Estados Unidos para forçar a integração com o Canadá e o México. Uma vez fundidas, os E.U.A, Canadá e México se tornariam a nova entidade norte-americana como a União Europeia"...

      … "Em 16 de Outubro de 2008, a “Europa Global-Antecipação Bulletin” informou os seus subscritores presentes que o Dólar será desmonetizado e será imposta uma nova moeda .O “Velho dólar” vai ser desvalorizado em noventa por cento (90%)"…


      Portanto, o novo Amero passará a valer mais ou menos 100 dólares velhos, o que está mais de acordo com as reservas "Federais". Toda aquela moeda que é sustentada apenas pela especulação e pela confiança que o mundo tem no dólar e na economia americana desaparece num abrir e fechar de olhos.

      Já há uns anos li que o Tesouro dos Estados Unidos queria que os dólares a circular no resto do mundo fossem impressos noutra cor e não teriam valor dentro do território americano, ou seja, já pensavam em separar o "verdadeiro" dinheiro, aquele que tinha um suporte no Tesouro, do dinheiro de papel sem valor real mas sim especulativo e sempre a circular. Mas isso dava muito nas vistas.

      Como já devem ter percebido isto são tudo manobras e trafulhices dos banqueiros sedentos do lucro fácil, do capitalismo selvagem e do salve-se quem puder ou for mais trafulha, o quais atiraram a América e o resto do mundo para a crise actual.

      Nos Estados Unidos, a Reserva Federal, o Banco que emite a moeda, não pertence ao Estado mas sim a um consórcio de banqueiros privados, que pelos vistos não foram bem fiscalizados. Dão-lhe o nome de "Reserva Federal" mas não tem nada de "Federal", é apenas para que o público permaneça adormecido. Sempre que o Tesouro precisa de dinheiro eles imprimem moeda sem uma contrapartida em ouro porque conseguiram que um presidente (não me lembro qual) assinasse uma Lei em que o dólar deixaria de ter a respectiva reserva em ouro.

      Mesmo depois deste grande susto, em que os Governos tiveram que injectar biliões nos bancos para evitar a Banca rota, não aprenderam nada, porque estão a entrar precisamente pelo mesmo caminho e pelo mesmo sistema selvagem que colapsou. A especulação começou outra vez em grande força.

      O mais triste nisto tudo é que a Comunidade Europeia se deixe ir a reboque e queira manter "aquele" sistema económico que provou não dar certo. Os políticos, e principalmente no nosso país, parecem ser autistas ou medíocres porque não pensam sequer em procurar um sistema económico alternativo mais de acordo com a nossa Europa Social.

      Será que agora, o presidente Obama dará continuação ao projecto de Busch na formação de uma mini união (como a nossa na Europa) entre os EUA, Canadá e México?

      O que acontecerá aos países cuja moeda se apoia no dólar americano?

      Esperemos para ver.
      Pelo menos já cunharam a nova moeda, o AMERO, na Casa da Moeda de Denver. Não há fumo sem fogo.

      Mostro aqui a nova moeda. Quem quiser saber mais basta procurar pelo AMERO no Google e lá encontrará mais imagens.
      Imagens
      • O Amero.jpg

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    • RE: REPOLÍTICA CONTEMPORANEA- Análise e discussão Filosófico/Social

      Olá amigos,

      Não quero interromper o fio mas achei oportuno deixar mensagem
      sobre o comentário do criador do tema, o nosso amigo Rui Laureano Silva.

      Ainda bem que o fio não foi retirado! :D

      Eu sei o quanto custa ver abrir um tema onde ninguém alinha. Já abri muitos!

      Mas por outro lado, existem muitas razões para um tema ser aberto.
      Por vezes, a razão é só uma, anunciar ou informar sobre algo que não
      receberá comentários mas que será válida para quem visita o
      Mazungue ou quem busca o tema através da Google ou da
      pesquisa da Sapo porque esse pequeno fio aberto por alguém será
      resposta que outro alguém tanto anseia.

      Não tenham receio em abrir novos temas.
      São pregos nesta casa que a tornam mais sólida e mais procurada na net.

      Existem temas para socializar, ou para serem desenvolvidos por vários
      participantes. Outros temas são desenvolvidos somente pelo próprio criador.
      Outros, são apenas folhas soltas mas não perdem valor por isso.

      Abram-nos! :so

      Um abraço a todos!

      Author @ Amazon .... Tony de Araujo
    • RE: REPOLÍTICA CONTEMPORANEA- Análise e discussão Filosófico/Social

      Olá Tony

      Obrigado pelo encorajamento.

      De facto (ou de fato, ou de terno, como quizerem), tocas num ponto interessante. Neste caso, ao abrir o fio pretendi assegurar-me que não era apenas eu a pensar que a DEMOCRACIA está doente, terá que ser revista ou substituida por outro sistema mais eficaz. Como muitas coisas boas esta também, com o tempo, acabou por se deteriorar.

      Estou contente por não ser eu só a pensar assim, e acho que devemos começar a filosofar rapidamente sobre esta matéria. O Vilela diz que a Política deveria ser mais Ciencia e menos Filosofia. Mas sempre ouvi dizer que a Filosofia é a mãe de todas as ciencias. O pai não sei quem é.

      Abraço
    • RE: POLÍTICA CONTEMPORANEA- Análise e discussão Filosófico/Social

      O que eu queria dizer é que o sistema, as leis, as instituições, a parte teórica e fisica não é das piores. Os homens que as controlam e habitam é que têm uma mentalidade que só novas gerações podem mudar.
      Desculpem-me os funcionarios publicos mas (a maioria), quando entram para a função pública (e eu tenho familiares que também são funcionários públicos) mudam, de forma esquesita como se fosse um sistema monarquico e eles automaticamente passam a ser viscondes ou condes ou o ... Nota-se demasiado.
      Eles são nossos funcionarios e têm que nos servir, não esperar que tenham sido eleitos por milagre e passem agora a ser servidos de vencimentos e regalias e mordomias que os restantes mortais (povo) não tém direito.
      O mesmo se passa com os doutores e engenheiros, que só o simples facto de o serem lhes dá uma determinada posição social (que só terminará quando todos tiverem mesmo grau ou identico grau academico)
      Isto não é tão flagrante noutros paises. Dr.prof.Eng.etc. Os Portugueses parecem-me ainda demasiado infantis ao nivel da inteligência emocional.
      Até entre os deputados há os da linha de cintra e os do interior serrano.
      Meu Deus, atura-se cada reação humana primária que é uma vergonha.
      Até breve... :dor
      Abraços
      Francisco Vilela ( um Amigo no Mazungue)
    • RE: POLÍTICA CONTEMPORANEA- Análise e discussão Filosófico/Social

      A DEMOCRACIA EM PORTUGAL - 1

      O problema da nossa Democracia não está no funcionamento ou na execução prática dos actos de gestão pública, mas sim no tipo de Democracia que os nossos líderes adoptaram quando elaboraram a Constituição da Republica.

      Esta democracia que foi adoptada, entre os vários modelos conhecidos (onde a participação do cidadão é mais ou menos efectiva) é que permite todas distorções conhecidas, sempre em benefício daqueles que a defendem e a implantaram.

      Assim, só para mera informação dos menos atentos vou explanar o que sei sobre o assunto.

      Hoje em dia muitos países proclamam-se Democracias. A maior parte pode ser definida como Democracias Representativas, a escolhida pelos políticos e revolucionários portugueses sem consultarem o povo, nas quais os cidadãos são chamados a actos eleitorais regulares onde escolhem livremente os seus representantes numa assembleia. Esta, por sua vez, tem como um dos seus deveres zelar para que o órgão executivo - o governo - exerça as suas funções de acordo com os interesses dos cidadãos. Como qualquer sistema político, a Democracia Representativa deve ser avaliada pelo que tem sido a sua aplicação na prática e chegou-se à conclusão de que neste sistema o governo não tem sido dos cidadãos e para os cidadãos.

      Na prática, nas Democracias Representativas o processo de eleição dos representantes dos cidadãos é dominado pelos partidos políticos, em particular os denominados partidos do sistema, ou de poder, tipicamente dois, que se encarregam de polarizar a sociedade de tal modo que se torna difícil aos cidadãos não votar por um candidato proposto por um desses partidos, com receio de ver o outro atingir (ou manter) o poder, apesar da prática governativa depois demonstrar que as diferenças são mais aparentes do que reais. Os partidos políticos escolhem os candidatos geralmente pela sua fidelidade ao líder, ou como pagamento de favores prestados ao partido, e não pela sua representatividade e integridade.

      Basta analisar a composição da Assembleia da República Portuguesa para constatar a sua falta de representatividade dos cidadãos que a elegem.

      Os nossos representantes são essencialmente homens de meia-idade, advogados, economistas, engenheiros e empresários. As campanhas eleitorais, que deveriam ser um período de esclarecimento das propostas e posições dos candidatos relativamente a assuntos de interesse, são uma farsa devido à adopção pelos candidatos de posturas artificiais, muitas vezes criadas pelos consultores de imagem, e de discursos vagos, simplistas e repetitivos. Estes últimos têm como objectivo conseguir o maior impacto possível nos meios de comunicação social, com destaque para a televisão, e evitar que os candidatos possam depois de eleitos ser responsabilizados por contradições ou pela quebra de promessas eleitorais.

      A farsa é exacerbada pelo diferente acesso que os vários candidatos têm aos meios de comunicação social e a financiamento. Em particular, é escandaloso o financiamento de candidatos e partidos políticos por cidadãos ou organizações, de que resulta numa sua influência desproporcionada no processo eleitoral, e em posteriores decisões tomadas pelos candidatos apoiados se eleitos.

      Depois de eleitos estes políticos geralmente demitem-se das suas responsabilidades, em particular se tiverem sido eleitos pelo partido que apoia o governo. Neste caso, o partido espera que os representantes nada mais façam do que aprovar qualquer medida proposta pelo governo, tornando-se numa sua câmara de ressonância. A disciplina partidária encarrega-se disso: quem exprimir opiniões contra o sentido dominante no partido é marginalizado e eventualmente substituído.

      Presentemente, um dos três pilares fundamentais de uma Democracia, o poder legislativo na prática quase não existe como entidade independente, estando subordinado ao poder executivo - o governo.

      Os ditos representantes dos cidadãos, para além de não reflectirem a diversidade da sociedade que deviam representar, sistematicamente demitem-se das suas responsabilidades de iniciativa legislativa e de fiscalização da actividade governativa.

      A única solução compatível com o conceito de Democracia é devolver permanentemente esse poder aos cidadãos.

      Para isso há outra forma de Democracia, a democracia participativa.

      R.