Eu Não Entendo...e Você?!

    • Minha querida Dina
      Sei que tens muito trabalho e importante, com a tua assiduidade aos fios que visitas...por isso não quiz constranger-te com mais este, mas não imaginas a satisfação que me dás ao vires colaborar aqui também.
      Acabo de deixar mensagem, no outro fio que frequentamos... de que faleceu a minha sogra e não tenho por isso muito tempo para me deter aqui a conversar convosco, neste momento...mas até a propósito do falecimento dela, deixo aqui tb uma questão que não entendo:

      O espirito e a alma.
      O espirito dela, era vivo, sempre atento, nada pessimista...
      a alma...convivia ali com o espirito, passando para nós, o que sentia.
      Mas será assim?
      Afinal o que é a alma e o espirito?
      Ambos morrem ou ambos vivem fora do corpo...aí está o que eu não entendo, mas...

      E é isso mesmo Tony.
      Concordo absolutamente contigo e espero não ofender ninguém com as minhas questões de incredulidade. Respeito muito quem crê, só procuro encontrar quem me apoie, contrarie ou faça mudar de ideias.

      Ultima foto da velhina que acaba de nos deixar

      Um abraço
      MJ
    • Ainda sobre livros sagrados

      Tens toda a razão no que dizes Tony.

      Por isso não me vou alargar mais sobre explicações na interpretação da bíblia. Não sou teólogo e nem vejo a religião pelo ponto de vista da teologia.

      Os Rosa Cruzes, cuja Filosofia do Cosmos mais me agradou e convenceu, defendem o estudo do Cristianismo pelo ponto de vista científico e já têm um grande avanço sobre a matéria. Com o evoluir da ciência e das suas técnicas de investigação conseguiram penetrar cada vez mais nesse mundo "invisível" para os nossos órgãos dos sentidos muito limitados que só abrangem uma faixa muito estreita do espectro. Há animais, por exemplo que abrangem uma faixa maior e detectam ultrasons, ultravioletas, etc.

      O conhecimento desse universo existe mas "ainda" não temos meios para o enquadrar no mundo da ciência. É como Platão que, na antiguidade, descobriu a existência do Átomo e teve de especular sobre ele apenas pela observação dos efeitos e pura dedução filosófica, porque naquela época não havia meios técnicos para o detectarem e reconhecerem cientificamente.

      Portanto, para a compreensão da Bíblia, é de ter em conta que se trata de um livro sagrado para mais de metade da população do globo, não só por essa crença da humanidade da sua origem (por revelação divina) mas principalmente pela carga psíquica que se foi acumulando ao longo de tantos anos. É como um talismã que está sempre a ser carregado por uma força psíquica gigantesca da oração constante (sobre ela) de milhões de pessoas que crêem em Deus.

      Só isso é suficiente para ser respeitada, porque se as pessoas acreditam em "forças" emanadas de amuletos, de estatuetas e reproduções dos demais símbolos religiosos, das mais diversas origens, desde Cristãos a pagãos, bruxarias, vodoos e muito mais, porque não acreditar na "força" deste livro sagrado para muitos?

      Assim como não nos atrevemos a criticar e tentar analisar aquilo que não compreendemos em textos, considerados sagrados, dos seguidores de bruxarias, feiticismo e até da bíblia satânica que todos conhecem como o "Livro de S. Cipriano", por temermos as consequências, porque não temer as consequências de fazer o mesmo com a Bíblia que toda ela nos ensina a defender-nos dos demónios, pragas, amarrações e todo o tipo de males perpetrados por essas seitas maléficas?

      Toda a gente diz que não acredita em bruxas… mas a verdade é que lêem, e acreditam no horóscopo, e procuram os videntes, cartomantes e demais bruxos para resolverem os seus problemas íntimos.
      A Bíblia talvez esteja carregada de uma força enorme (neste caso positiva) capaz de influenciar os círculos de oração e consequentemente as nossas vidas. É nos círculos de oração (grande ajuntamento de pessoas) que essas forças se manifestam com mais intensidade, e até podem ser projectadas contra alvos escolhidos, motivo porque os crentes (de qualquer religião ou seita com fins benéficos ou fins maléficos) se reúnem nos seus rituais em locais escolhidos, cada vez mais impregnados, para orarem (templos, clareiras, encruzilhadas, florestas, etc).
      A própria Psicologia, um ramo da ciência, reconhece isso, e se num ajuntamento, numa manifestação por exemplo, essa aura psíquica influêncía tudo e todos para o mesmo objectivo, muito mais forte será essa influência (e os seus resultados) quando tudo se processa em locais já impregnados por essas forças.

      Quanto a dúvidas que vão surgindo na leitura literal da bíblia, são normais. Quem quer de facto perceber, e estudar, tem de abrir a mente e não entrar no "bota abaixo". Tem de compreender e ter em conta o modo literário em que foi escrita e o grau evolutivo da humanidade naquela altura. É como, hoje, por exemplo, pegar num índio da amazónia ou num aborígene da Austrália e pô-los a relatar o que vêem nas instalações da NASA, ou qualquer laboratório científico, ou até a explicarem o que é um avião supersónico, um TGV ou simplesmente uma viatura de quatro rodas a movimentar-se sem cavalos a puxar. O cérebro deles não abarca essas realidades, que são maravilhas para eles, nem a sua língua gentílica tem vocabulário suficiente para descrever o que vêem (como chamar "pássaro de ferro" a um avião, etc).

      E para terminar, duas recomendações:

      1) Não opinar sobre a Bíblia pensando da Igreja Católica. Mais de metade dos Cristãos não são Apostólicos Romanos. A Igreja Católica contribuiu, e contribui, para o descrédito do Cristianismo, porque o seu dirigente máximo sempre quis o poder temporal e julga-se superior a Cristo na sua infalibilidade. Os padres, os intermediários, são equiparados a Cristo, o que está errado. E é o único ramo que, ao contrário dos ensinamentos de Cristo, estabeleceu uma hierarquia de governo e criou leis (éditos) para influenciar o povo em seu proveito. Cristo nomeou apenas os apóstolos e ensinou que devíamos orar directamente a Deus e não por intermediários, como quer a Igreja Católica. Portanto, separar as águas.

      2) O que engana muita gente é considerar Deus como um ser individualizado com poderes infinitos. Deus é uma FUNÇÃO e não um ser objectivo, concreto, pelo ponto de vista humano. Quando o homem foi criado, por esse Ser Superior, cuja função é ser Deus, a sua semelhança quer dizer que como fulcro da criação terá os mesmos atributos e função semelhante no mundo que foi criado para ele (homem). Ao Homem foi dada a Terra, e só a Terra, por consentimento do Criador. Quando o Homem começa a ultrapassar o seu mandato os problemas surgem e levá-lo-ão à destruição. De há uns anos atrás para cá as catástrofes naturais e condições de vida são cada vez piores, numa sucessão dez vezes superior ao normal, porque o Homem está a brincar aos deuses. Se acreditamos nas profecias de Nostradamus, Maias, Incas e outras do Oriente, porque não acreditar nas profecias bíblicas que estão todas a dar certo?

      Novo ciclo de vida surgirá depois da extinção deste. A Terra continuará a ser regenerada como sempre foi.


      Ruca
    • Olá Ruca,

      Eu gosto de te ler porque sei que lês e estudas muito e quando escreves existe sempre muito mais por detrás das tuas palavras. O que escreves é para se ir lendo e não para se ler e abandonar. Só tenho pena de não te ter conhecido pessoalmente embora tenha sido amigos dos teus irmãos, mas isso é outra conversa!

      Eu compreendo o valor da Bíblia e também não quero falar muito mais no assunto porque a Bíblia tem muito valor para muito boa gente e posso ofender pessoas que não estão dispostas a ponderar sobre o assunto. Daí ser tabu se discutir as interpretações do que está ou não está escrito na Bíblia. Sim, a Bíblia é um veiculo que nos transporta, uma ferramenta para podermos alcançar ou atingir certos platôs de compreensão interna, cada um bastante pessoal que não pode ser exprimido ou explicado a outra pessoa e por vezes nem temos explicação para ilustrar o que sentimos a nós próprios quanto mais aos outros. Daí a razão porque não vale a pena tentar explicar a ninguém o que é e o que não é. Eu gosto de resumir este assunto da seguinte forma: se temos palavras para poder explicar, então essa não é e resposta porque o que é, é inexplicável, prontos!

      Muita gente utiliza as leituras da Bíblia para atingir esse grau, esse tal je ne c'est quoi que sentimos em certos momentos. A minha mãe lê passagens da Bíblia todas as tardes e eu costumava olhar para ela e ver aquele lindo sorriso ao fechar o livro. Eu sabia que ela estava naquele momento lá, mesmo lá, no ponto mais profundo que ela podia atingir nos seus descobrimentos internos e pessoais. Se eu lhe interrompesse com uma pergunta como "mãe, o que está a pensar nestes momento?", estragaria tudo porque o que é, não tem explicação. E essa é a razão porque acho uma perca de tempo quando alguém me bate à porta e me tenta explicar os segredos da vida. A não ser claro, que essa pessoa ao me explicar os tais segredos, esteja meramente a se explicar a si própria e aí sim, aí compreendo a verdadeira razão porque essa pessoa me bate à porta, para explorar o seu próprio caminho. Não é para mim, mas sim para ela que a campainha toca no Domingo de manha à frente da minha residência.

      Mas Ruca, como dizes no que escreveste anteriormente, existem muitas formas de atingir o nosso ponto de expansão máxima para o dia-a dia, aquele ponto que nos vai avançando neste nosso caminho de descoberta. Eu compreendo que a 'repetição' é uma boa ferramenta, porque ao se repetir estamos a ultrapassar os primeiros graus do nosso exercício de busca, estamos a repetir algo que já sabemos de cor e salteado e a nossa atenção é concentrada em níveis superiores permitindo-nos atingir alvos mais altos e mais avançados. A Bíblia é uma boa ferramenta para tais repetições. Ao relermos uma passagem pela milésima vez estamos a criar um elo de comunicação que não existe quando lemos a mesma passagem pela primeira ou pela décima vez. A meu ver, é daí que vem o tal 'eureka', o tal ponto de encontro com o divino, a tal sabedoria que ninguém mais compreende. A Bíblia é lida por pessoas de todos os níveis culturais e não se pode dizer que seja para este nível ou para aquele. Ela é tão avançada como o avanço da pessoa que a lê e isso é um fenómeno muito interessante.

      Partindo deste principio, existem outras ferramentas que podem ser utilizadas. Em vez da Bíblia eu gosto mais de utilizar o Tao Te Ching. Tal como a Bíblia, o Tao Te Ching também é muito complicado mas ao mesmo tempo, simples. É mais pequeno não tem histórias e parábolas e está mais orientado para a minha maneira de ser ou pensar. Gosto de ler passagens do Tao Te Ching e ponderar sobre as mesmas até algo dentro de mim me dizer que já chega por hoje, "fecha o livro e vai à tua vida!".

      Da mesma maneira que gosto do Tao Te Ching, prefiro ver o nascer do sol em vez do pôr do sol e 'ponderar' através do mesmo. Penso que a razão desta minha preferência é simples: o nascer do sol é mais rápido e dá-me o potencial de um dia a chegar, o que comunica comigo através do meu estado meditativo que o pôr do sol não faz. O pôr do sol é mais belo, mas é mais longo. Ele permite muito boa gente atingir graus de contemplação bastante altos. Mas prefiro o oposto, o nascer do sol. Ambos podem ser utilizados para transcendermos e atingirmos graus altos de mil 'eurekas'. Cada um de nós é diferente e utilizamos ferramentas de comunicação diferentes também.

      Para mim especificamente, existe um outro livro (ou ferramenta) que utilizo, o som. Daí a minha pratica de saxofone. Eu não pratico um instrumento musical para poder tocar no meio de amigos. O 'performing arts' nunca foi o que me interessou. A razão porque pratico um instrumento musical é para meu próprio consumo, isto é, é uma ferramenta, uma disciplina para eu poder atingir um alto grau de comunicação com o Divino. Utilizando o mesmo processo de repetição, por vezes a minha pratica diária não passa de um só tom, uma só nota musical, um só sopro. Projecto um som, como por exemplo um Re, ou um Sol e fico ali por 20 minutos a ouvir, a aperfeiçoar, a transcender-me através do meu próprio sopro, respiração, som, comunicação. Outras vezes, pego numa passagem musical e toco-a mil e uma vezes. Garanto que todas as vezes que a toco ela me soa diferente, como se tivesse a actuar uma linha no palco - cada vez que a dizemos, é diferente e transporta-nos para sitios que por vezes nos são até desconhecidos.

      Este tema alonga-se e vou parar por aqui. Já agora sobre os Rosa Cruz, estive interessado por muito tempo sobre a sua filosofia e pertenci ao grupo de Manhattan sob a tutela do grande mestre Stanley Kubrick antes da sua passagem. Quando ele morreu eu já lá não estava. Não aprendi muito pois não estive lá muito tempo embora o tempo que lá tenha passado seja equivalente ao tempo que levam muitos estudantes a acabar os seus cursos universitários. Quando saí, limitaram-se a escrever-me uma pequena carta e deixaram-me ir porque cada um de nós necessita de percorrer o seu próprio caminho. Gostei de lá estar e faz parte de uma fase de minha vida bastante interessante.

      Bom Domingo para todos.
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      Author @ Amazon .... Tony de Araujo
    • Amigo Tony

      Estou de acordo com o que dizes, principalmente a ideia das "ferramentas" utilizadas e de que qualquer crença nunca se deve impor sobre outras crenças.

      Conheço também o Centro Rosa Cruz dos E.U., a AMORC, mas como em todas as filosofias há caminhos com ligeiras nuances para alcançar determinado objectivo. Assim como das raízes dos Cristãos nasceram vários ramos com nuances diferentes como o Judaísmo, Catolicismo, Protestantismo e várias seitas de menor dimensão, bem como do Islão nasceram os Xiitas e Sefarditas, no Rosacrucianismo também há ligeiras nuances nas suas escolas de ensino. Eu segui os ensinamentos da Fraternidade RosaCruz de Portugal, quando dos meus estudos sobre as filosofias de vida, e a principal característica desta escola é ser adepta do Cristianismo Científico.

      Lá, aprendi que Deus proporciona a cada povo, e em cada época, conforme as suas características, a religião mais adequada para a sua evolução no caminho da Luz e que nenhuma delas deverá interferir com a religião de outros povos (diferentes) porque são as mais adequadas para esses mesmos povos. Portanto, quando um Ocidental, da área do mundo em que foi implantada uma determinada religião, adequada para o seu desenvolvimento estrutural e espiritual, não deve optar por outra religião não escolhida para ele. Um oriental, por exemplo, tem uma estrutura física e mental diferente da do Ocidental, que lhe permite utilizar o corpo nas posições de meditação e exercícios para absorção do prana, ou da energia do universo que o rodeia, estrutura essa que o corpo de um Ocidental não tem, não lhe permitindo a execução "natural", completamente "integrada" nesse tipo de exercícios.

      Também tomei conhecimento que de tempos a tempos novos conceitos (novas revelações divinas) surgem para impulsionar a evolução da humanidade para patamares mais elevados, sendo o Cristianismo o mais recente. E é um facto que nas áreas onde permaneceram outras crenças parece que tudo estagnou e a pobreza e miséria abundam.

      Então, nas áreas do mundo onde se implantaram as seitas das trevas (bruxaria, feitiçaria, vodoo, dos chinganges, videntes, xamãs e afins) o Caos é absoluto. A África, por exemplo é um continente mártir, onde essas práticas abundam e só arrastam o povo cada vez mais para as trevas. Há outro exemplo, que poderão julgar ser coincidências, mas as COINCIDÊNCIAS EXISTEM POR MOTIVOS OCULTOS, que é o das verdadeiras pragas e maldições que bombardeiam essas regiões (inundações, sismos, tzunamis, furacões, genocídios, guerras civis, mortes, mortes e mais mortes) e muito recentemente a destruição total de um país que adoptou como religião de Estado o Vodoo.

      Com o oculto não se brinca e muito menos com as bases e fundamentos religiosos que, quer queiramos quer não, são matéria mais do que estudada por verdadeiros sábios ao longo dos anos, homens de grande formação, que reconhecem as suas virtudes e o seu hermetismo necessário na divulgação da mensagem. É um facto, uma evidência, que essas religiões (fundamentadas) existem ao fim de milénios, apesar das tentativas sucessivas para as destruírem, por parte de seitas e forças das trevas, é porque realmente têm algo de divino. As falsas religiões não vingaram e desapareceram na sombra. E muito boa gente, por virar as costas ao caminho da luz e preferir a idolatria, caminhando na sombra e confiando nos bruxos, feiticeiros, tarólogos e videntes têm uma vida de sofrimento, de desilusão e de depressão constante, sem se aperceberem que tudo isso é provocado precisamente por trilharem esse caminho.

      E para terminar, meu amigo, e para esclarecimento a quem faz o favor de ler as nossas linhas junto a relação das religiões mais importantes, e mais significativas, do nosso mundo:
      1º. Cristianismo - 2.106.962.000 de adeptos
      2º. Islamismo - 1.283.424.000
      3º. Hinduísmo - 851.291.000
      4º. Religiões chinesas - 402.065.000
      5º. Budismo - 375.440.000
      6º. Skihismo - 24.989.000
      7º. Judaísmo - 14.990.000
      8º. Espiritismo - 12.882.000
      9º. Fé Bahá’í - 7.496.000
      10º. Confucionismo - 6.447.000


      Abraço.

      Ruca
    • Foi por mera casualidade que passei por aqui,despertou-me a curiosidade e li. Com algumas coisas concordei, com muitas discordei, algumas até considerei autenticos atentados á minha sanidade mental. Bem... mas nestes temas cada um é livre de fazer as interpretações que entender, desde que respeite a verdade histórica. Por falar em verdade histórica, o nosso amigo Ruca está a cometer um erro de palmatória quenado diz, passo a citar:-

      "Assim como das raízes dos Cristãos nasceram vários ramos com nuances diferentes como o Judaísmo, Catolicismo, Protestantismo e várias seitas de menor dimensão, bem como do Islão nasceram os Xiitas e Sefarditas....".

      O judaismo é muito anterior ao cristianismo. É a primeira religião monoteista.

      Sefarditas são os judeus originários da peninsula Ibérica. Não tem nada a ver com o Islão. O Ruca queria dizer sunitas.

      CF