Do Huambo para o mundo

    • Novas profissões ocupam milhares, no Huambo


      Salve, salve Eliseu Amigo quem é vivo sempre aparece e, portanto, reapareci.

      Eliseu, acho que a turma, ao contrário de mim, deve estar acompanhando a apuração, se é que iniciou. Não senhor, não desperdiçarias voto algum, pois votar com consciência sempre é um bom voto, mesmo que seja único.
      Bem, amigos do Huambo e mazungueiros em geral, após algumas “horitas” fora do ar, volto a este aprazível espaço lançando uma longa reportagem do Jornal de Angola dominical, a qual fracionarei, para não cansar a leitura. Entremeadas por fotos do Huambo, catadas em distintos álbuns, algumas inovadoras, como esta, vendo-se a plataforma da estação ferroviária, do ano passado, antes do início das obras de recuperação.

      Voltarei... Em marcha lenta, que a pressa pode ocasionar descarrilamentos.
      Lino


      Cidade do Huambo, domingo, 03 de Outubro 2010 – 20h32


      Por Estácio Camassete, desde o Huambo - Hoje


      “Lotadores” e cobradores trabalham no transporte de pessoas e mercadorias. Os “lotadores”, que se concentram desde muito cedo nas principais paragens de táxi, têm como função encher os carros dos candongueiros que vão partindo para os diferentes destinos. Lotada a viatura, recebem do cobrador ou táxista entre 50 a 100 kwanzas pelo trabalho feito. São na sua maioria jovens, e com o que ganham vão sustentando a família. A reportagem do Jornal de Angola procurou saber um pouco sobre a vida dos “lotadores” e cobradores. Pelo caminho ouviu também um ajudante de alfaiate, uma zungueira, um moto-taxista e uma empregada de lanchonete. António Antunes é “lotador” de táxis no mercado do bairro de São Luís há mais de dois anos. Disse ter optado por esta actividade “para não ficar em casa de mãos a abanar”. Sem emprego e estudando no período nocturno, achou que o tempo de ócio podia ser preenchido chamando passageiros para encher os carros dos candongueiros. “Prefiro ficar aqui a ganhar algum dinheiro para o meu sustento do que ficar em casa ou andar a vadiar”, disse sorridente. Ele afirma que com o dinheiro que recebe já consegue resolver alguns problemas pessoais e ajudar a casa. Como António Antunes, vários jovens e adolescentes têm na lotação de viaturas o seu ganha-pão. Aglomeram-se nas principais paragens de táxis, normalmente localizadas nos mercados, fora da cidade, cobrando por cada lotação o valor equivalente a uma passagem. Há entre os motoristas e os “lotadores” acordos que as partes se obrigam a cumprir. Quando o motorista recusa pagar ao “lotador”, é uma grande confusão no local. Os “lotadores” juntam-se e impedem a saída do carro. Mas são raros os casos em que um motorista se nega a pagar o que é devido ao “lotador”. Os “lotadores” no Huambo e um pouco por todo país são praticamente os donos das paragens. Segundo António Antunes, por dia, consegue encher entre sete e oito veículos, o equivalente a 700 ou 800 kwanzas. Alguns, jogam “kixiquila” e assim resolvem as suas necessidades do mês. A paragem dos “lotadores” do mercado de São Luís é constituída por sete elementos. “Dizem que somos fomentadores da confusão, mas eu digo que não é verdade, porque isso só acontece quando o taxista se furta a pagar os devidos valores, depois de encher o seu carro”, rematou.

      Singular vista desde a Estação Ferroviária do Huambo, em 06.12.2009, numa foto de António.


      Continua...
    • Amigo Lino,
      parece que fostes votar e esquecestes de voltar..... :D

      Por aqui, estou de volta à minha casa na Alemanha... :(

      E por falar em eleições, ao que tudo indica, no Brasil o meu voto teria sido desperdiçado, pois o meu desejo não se realizará.

      Abraços fraternais! Eliseu

      PS: Parece que os demais mazungueiros também foram votar....
      Abraços fraternais! Eliseu
    • Armando de Lacerda



      Bem, amigos do Huambo e mazungueiros em geral, a partir dum texto original do nosso Amigo Francisco Lemos Ferreira, os amantes do automobilismo angolano e português, prestou-se uma homenagem ao senhor Armando de Lacerda, junto com o senhor Mira Godinho (ambos, grandes amigos), com o seu nome eternamente ligado às Seis Horas Internacionais de Nova Lisboa (Huambo), em décadas passadas.
      Este vídeo foi lançado no dia primeiro de outubro e somos os primeiros a visualizá-lo.


      Ao senhor Lacerda, mazungueiro também, o nosso respeito e os votos de sucesso no seu trilhar.

      Voltarei... Em passos lentos, afinal, hoje é domingo e sem corridas automobilísticas, apenas às urnas imóveis.

      Lino
    • RE: O V P Ii....



      Salvem Amigos Eliseu e Manecas, aqui estou de volta após a caminhada matinal. Como acontece aos domingos, desaparecem os caminhantes, hoje, com boa desculpa. Encontrei um solitário doutros dias, casualmente, antigo colega do Curso Primário, o Edi Fernando Vieira, portanto, sexagenário também. É Eliseu, nada mais há a fazer, a não ser rezar para que este país dê certo, por fim.
      Depois duma refrescante manga, deixo-vos o último vídeo do Huambo, exposto há poucas horas e visto por meia dúzia de interessados. Filmado ao pé do África Hotel, o jovem “cantor”, depois de meia dúzia de Cucas, improvisa os seus versos, com o Jardim da Cultura como visão; bem lhe serviria de incentivo esse título.



      Voltarei... Enquanto recupero o fôlego, mas escutando música nativa – Adeus Mariana, com Kleiton & Kledir.

      Lino
    • Re: O V P II....

      Salve amigo Manecas, :SL :SL
      como haveria de esquecer este cantinho tão acolhedor, onde passamos horas e mais horas de boa conversa.....
      Assim como da "adega", outro lugar maravilhoso, escolhido até pelos passarinhos para a sua ninhada.

      E nem esqueci as sardinhas, douradas, o bacalhau, o tintol..... :thumbsup:

      Abraços fraternais! Eliseu


      PS: Aos poucos a logística da OVP II vai se delineando. O alojamento e transporte em Lx já estão garantidos....
      Abraços fraternais! Eliseu