Do Huambo para o mundo

    • 4ª Parte – Expedição Extremos – BR 230
      Bem meus amigos, seguindo o relato, neste dia o rumo seria Epitaciolândia, na tríplice fronteira com Bolívia e Peru, sendo Gobija a cidade vizinha, porém já do outro lado, na Bolívia, e final em Rio Branco, capital do Estado do Acre. Seriam 911 km, de estrada asfaltada com trechos bons, alternados com ruins e outros ainda, inexistentes. Como sempre, a partida se deu pelas 06:30 horas, após um café da manhã reforçado. Já neste dia, apesar de cedo, iniciou quente, com as roupas de viagem causando um certo desconforto. Região muito bonita, de criação e gado, na sua maioria, sendo que no começo, por uns 200 km talvez, o que sobrou da Ferrovia Madeira Mamoré nos acompanhava ao lado sul da rodovia.
      Ponte da antiga ferrovia e draga de garimpeiro....

      Interessante se observar, sempre que possível, a imensa dificuldade que deve ter sido construir esta ferrovia a 100 anos atrás, numa região de densa selva tropical, onde muitas mortes se contabilizaram. Desde doenças, a maioria de paludismo, a ataques de índios, passando por acidentes, ela se desenvolveu da beira do Rio Madeira até as margens do Rio Mamoré. O ponto inicial originou a cidade de Porto Velho, enquanto a final originou a cidade de Guajará Mirim. Sabe-se que nela trabalharam aproximadamente 45.000 pessoas, em todo o período, dos quais 1.580 vieram a óbito, conforme registro do Hospital da Candelária, especialmente lá instalado pela empresa construtora. Contudo, existe a versão de que estas foram os falecimentos que ocorreram no hospital, e comenta-se que o totla pode passar dos 6.000. Como a maioria eram de origem asiática (chineses, coreanos, japoneses), indiana e africana, jamais se saberá a verdade. Deixo-vos um link sobre o assunto: docs.google.com/document/d/1ie…JsJZgqubA-Ffts8pOM2w/edit

      Nesta foto podemos observar os aterros que ainda restaram da ferrovia, desativada em 1972, após apenas 50 anos de operação.....

      Neste trecho pude aumentar um pouco a velocidade, chegando em alguns trechos aos 180 km/h, pois é uma região completamente plana, bem diversa das demais regiões amazônicas. E totalmente desmatada ao longo da rodovia, até onde a vista alcança. Depois, deixa-se de ver a ferrovia, sendo que em alguns pontos, nos igarapés, como são denominados localmente os riachos e pequenos rios, garimpeiros e algumas dragas de ouro. Também houve que atentar para os abastecimentos da moto, pois ali há trechos de até 210 km sem nenhuma cidadela, aldeia ou vila, e portanto, sem postos de abastecimento. Poucos transeuntes, muitos caminhões, e também gado bovino em razoável quantidade ao longo da rodovia. Após aproximadamente 100 km atravessa-se o Rio Madeira, por balsa. Bem ao lado, está sendo construída uma ponte, com considerável altura, já prevendo uma futura navegação fluvial.



      Aguardando a vez de embarcar na balsa.....




      Também é ali que se cruza mais um fuso horário (o segundo da viagem...), descontando mais uma hora em relação ao horário de Santa Maria. O almoço foi em um pequeno restaurante de um posto de combustível e serviços, no meio do nada.... Antes de entrar na cidade de Rio Branco, toma-se outra rodovia, e mais 180 km à frente, estamos na fronteira com a Bolívia. Uma rápida visita aos free shops de Gobija, e nada me agrada. Incluindo-se aí o povo, e os policiais daquele país. Abasteço e tomo o rumo de Rio Branco, onde chego pelas 21:00 horas, ao Hotel de Transito do 4º BIS. Contudo, na saída da cidade de Epitaciolandia, percebo que o cabo de embreagem está se rompendo, estando apenas por alguns fios. Tenho-o comigo, mas devido ao calor emanado pelo motor, e pela moto como um todo, teria que permanecer com a moto parada por, pelo menos, 4 horas, para poder proceder a troca. Arrisco, e sigo rumo Rio Branco. E assim, chego ao destino final, receoso, mas ciente de que deveria proceder à troca na manhã seguinte. No Hotel, uma ducha relaxante e preparo o meu mate, que sorvo enquanto converso com o Cabo de serviço na portaria. Nesta cidade, e quartel, o meu irmão Elias, 1º Sargento do Exército, passou 4 anos. Contudo, o Cabo é de incorporação posterior à passagem do meu irmão por lá, e não o conheceu. Também me informo sobre algum restaurante ou lanchonete em área próxima, e ouço que só a uma certa distância, e que não recomenda que eu me desloque à pé na área. Como a moto está indisponível, contento-me em comer um chocolate e uma Coca Cola, que estavam disponível para aquisição no Hotel. Dia seguinte, alvorada as 05:00 horas, e às 05:45 o cabo de embreagem estava trocado e a bagagem embarcada, bem atada. No café da manhã, a presença de uma equipe de agrimensores e engenheiros civis de Manaus, meus conhecidos de aquando lá servi, e que estavam em medições nas áreas militares para futuras obras. Um bom papo, e a partida foi atrasada. A tocada foi rápida, e às 14:30 horas estava de volta ao Hotel de Trânsito do 5º Batalhão de Engenharia de Construção, em Porto velho. O almoço foi um abacaxi e caldo de cana (suco) em um ponto de venda em região grande produtora destes produtos. À propósito, nesta região há grandes lavouras de cana de açúcar e usinas, para a produção do álcool combustível. Mas estas fazendas são poucas, comparadas às criações de gado. Como estava previsto, larguei a bagagem no Hotel, e rumei à Autorizada Honda, para proceder a troca de óleo do motor. Feito o serviço, jantar, e rumo ao mundo dos lençóis. O dia seguinte amanheceu com muita chuva, e que me acompanhou no percurso até Humaitá, onde se iniciaria o trecho de 4.200 km da Rodovia Transamazônica – BR 230, e seus aproximadamente 2.000 km sem pavimento. Na saída da cidade de Porto velho houve que atravessar o Rio Madeira, e depois começaram as imensas pastagens de gado, e com a floresta muito ao longe.

      Aqui já se pode começar a observar a selva nas proximidades da rodovia....

      Chegando na cidade de Humaitá, no estado do Amazonas, pelas 11:00 horas, fui direto verificar os horários da balsa para cruzar o Rio Madeira, novamente, e soube que era a cada 2 horas, nas horas pares ida e ímpares, retorno. E ali vi do outro lado do rio a tão esperada selva amazônica, sendo o local de desembarque apenas uma pequena faixa de terra que adentrava a mata. Retornei à cidade, abasteci a motocicleta e adquiri 2 garrafas de água mineral e algumas bolachas e latas de sardinhas, para alguma eventualidade de não conseguir chegar até a noite em algum local civilizado. Assim, estava pronto para a segunda parte da expedição. Mas isso é para a próxima parte.....

      À beira do Rio Madeira, novamente....



      Até a próxima, já na travessia da selva!
      Abraços fraternais! Eliseu
    • M.M. 18 Maio às 12.15


      Caros Amigos


      Um rápido sinal de vida !! Desde ontem fora da base do VP. Terminado o serviço paragem aqui em MM e ... só há minutos é que consegui ligar-me à net móvel !!
      Tenho que sair de imediato, mas se se mantiver a ligação, voltarei ao contacto ao fim da tarde !
      Uma tarde agradável pata todos vós, Manecas
      - Laripó, ou mungué, amigos meus !!!
    • Olá Manecas ! gosto do torricato! comi pela primeira vez na Azambuja!!
      as espetadas de frango são ótimas!!
      As temperaturas estão altas! há que regar!!!
      Por hora tenho o Fred! está descansando pois aqui também aperta o calor!
      Temos planos para o fim de semana esperamos ir arejar visitando família para os lados da Covilhã! espero que se concretize!
      Bons trabalhos e descanso também!!!
      A todos os mazungueiros uma tarde boa!
    • V.P. 16 Maio, 14.50 e ... 32º !!


      Caros Amigos, Boa Tarde !!


      Abalou a chuva, voltaram os dias, demasiado quentes para a época !!


      Alô Eliseu !!
      Ementa simples de fazer, rápida e saudável! Assim é, foi, constituída:


      - As espetadas, levam sómente, cubos de peito de franco, previamente bem temperados com diversas especiarias, (adoro as marroquinas),intercalados com cubos de "turricado".
      - No forno, assaram-se tomates cherry, cebola e cubos de batata doce, tudo temperado com azeite e especiarias.
      - A salada, foi a costumeira, alface, cebola, rabanetes ervas aromáticas e tempero de azeite e vinagre !


      Obs: O "Turricado", é uma receita típica do Ribatejo, que os agricultores e campinos, nos difíceis anos do "antigamente", consumiam quando trabalhavam no campo! Assim se faz: Fatias grossas, de pão caseiro, que se torravam em pequena fogueira, ainda quentes raspavam-se dentes de alho, terminando untadas com um fio de azeite !! Havendo disponibilidade, acompanhavam com lascas de bacalhau, igualmente assado, ou algum chouriço !! ... e claro está, o tintol não podia faltar !!!!
      Quando fizeres pão, experimenta e logo me darás a tua opinião !


      Alô Manuela !!
      Novamente o calor em excesso, aumentando o trabalho de regas !! Repito que prefiro o trabalho de oficina.


      Àmanhã, nova ida para Lisboa. Para já, não há previsão de urgências, mas elas logo aparecem quando menos se espera.


      Um abração Manecas
      Obs: Parece-me que o Necas irá estar presente ao serão ! A ver vamos !!!
      - Laripó, ou mungué, amigos meus !!!
    • Olá a todos! por outras bandas ontem festejaram o dia da Mãe! todos os dias poderiam ser!!
      Como diz o Marcelo também mazungueiro e escritor! aqui leio sempre os seus poemas e todos os podem ler diz:
      Nosso presente de Deus
      È a mais pura forma de amar
      Do seu ventre saímos
      e de certa forma
      esperamos retornar!
      Palavras de Marcelo Sousa(Mazungueiro do Brasil)
      Passem bem e voltem sempre