Do Huambo para o mundo

    • Salve, salve meus amigos.

      Cá estamos, nesta noite de domingo, que se findou, assim como começou, com muito :so e uma agradável temperatura de 18ºC.
      Dia passado pela manhã em casa, e à tarde, numa reunião na Ordem Rosacruz.
      Ao almoço me safei da cozinha, pois fomos comprar um frango já assado, pronto, assado nas famosas "TV de cachorro". Estava uma delícia, acompanhado que foi com arroz, salada de batatas com maionese, salada verde mista.....
      Como conviva, tivemos ao almoço uma moça, da Dinamarca, que está fazendo intercâmbio no Brasil, justamente na escola e turma da Laura. Ontem à noite elas foram em uma festa de aniversário de uma colega, e depois veio junto para dormir aqui em casa. Assim, ficou para o almoço, e acabamos trocando um bocado de conversa.
      Agora sei que lá a carne suína e a batata são os pratos principais......, bem como que a religião mais professada, assim como o é dela, é o protestantismo, ou Luterana, a mesma nossa. Assim, já fizemos o convite para vir mais aqui em casa, e participar de algumas atividades e, logicamente, saborear um churrasco em algum domingo próximo.
      Ela já está alojada na segunda família em Santa Maria, em 4 meses, pois na primeira sofreu muito preconceito e era muito destratada.
      Mas esses são os riscos que estes jovens enfrentam quando vão aos intercâmbios em outros países, e por bem, sempre há uma outra família disposta a recebê-los e tratar melhor.

      Manecas,
      os nossos caminhoneiros, desde que eu me lembre, sempre carregaram junto uma cozinha literalmente, portátil, e que utilizam ao preparo de suas refeições. Ainda hoje o fazem, em especial, os que são proprietários de seus caminhões, ou seja, são o patrão. Os demais, empregados, já se servem de refeições em restaurantes. Na Região Norte, a regra geral é prepararem as suas refeições, pois simplesmente não há restaurantes ou algo que o valha, na área.
      E eu também sou partidário de refeições simples. Não que se desfaça as mais elaboradas, pois estas também tem sua vez... Mas podendo escolher!
      Aqui em casa, há poucos dias, preparei uma refeição das nossas, do Exército, para o Daniel conhecer.... e saborear. É a base de arroz e feijoada já cozidos, e que estão empacotados á vácuo, devendo ser colocados em vasilha, com um bocadinho de água, e aquecido. O fogareiro é uma peça de alumínio que deve ser dobrado, tomando este formato, e que recebe uma pequena vasilha, onde se adiciona álcool gel, fogo, e pronto. Acompanham barras de cereais, bebidas isotônicas, sucos, cafés, fatiazinhas de pão torrado, geléia e bolachas integrais de água e sal. Que te parece? É possível se alimentar?
      Faziam diversos anos, talvez 10, que não as saboreava, e naquela época eram à base de enlatados: feijoada, dobradinha, sopas, almôndegas ao molho com nhoque... E o arroz era liofilizado, tipo cozido e seco novamente, devendo ser-lhe acrescentada água fervendo, ou fria e ferver até se tornar palatável. Naqueles eu gostava das feijoadas e da dobradinha, além das latas de sardinhas e atum. Nesta de hoje, não me apeteci dela...
      Para o Daniel, tudo estava bom, e até levou para a escola as barras de cereais, a geléia e a bolacha integral.
      Amigo, a guerra é assim mesmo, e vira e mexe, as recordações afloram. E nada melhor que dividir com alguém para se aliviar....

      Bem amigos, desejo para todos uma boa semana que ora se inicia!

      PS: Quando será que o Necas vai retornar??..... :?: :?: 8-o-
      '
      Abraços fraternais! Eliseu
    • V.P. 21 Maio, às 21.45 !!

      Caros Amigos, Boa Noite !!
      Domingo a caminho do fim, com muito calor, acima dos 30º, mas com vento forte durante o pôr do sol !!! Agora acalmou e a temperatura baixou bastante !!
      Aos presentes e ausentes ... uma nova semana sem problemas !!

      Amigo Eliseu !
      Costumo dizer, e também fazer, que na maioria das vezes, as ementas- petiscos e derivados, quanto mais simples, melhor nos sabem, particularmente, em situações especiais! Por exemplo: O turricado pode parecer o limite inferior da simplicidade, não é ?? Pois há um verdadeiro petisco, "ração de combate de camionistas, (camioneiros, né ??), de longo curso, nos tempos de Angola !! Mais simples que o turricado !!!! Mais simples, porque até dispensa o fogo! É a chamada "P.... de bacalhau", em linguagem de camionista e militar! Em linguagem mais "filtrada", é o "Bacalhau de Asneira" . E o que é, afinal de contas ? Um naco de bacalhau, sem ser demolhado, desfiado, passado por água para tirar o sal solto. Junta-se muito alho picado, um pouco de louro, se houver, temperado com azeite, vinagre e pimenta. ... se houver, uma boa fatia de pão e ... Tintol, ou Brancol quanto baste !!!

      Enquanto andei pelos matos do Norte, normalmente nas nomadizações, fazíamos as ementas mais espartafúrias com os componentes da caixa de ração de combate, a chamada "Tipo E" ! Estas, as do exército, pois as das "Especiais" tinham-nas, originárias da África do Sul ,(tipo USA).
      Aguardamos com grande expectativa, a tua nova visita, esperamos mais demorada que a primeira, e aí podemos fazer uma explanação das nossas habilidades culinárias ! O meu genro Adilson, (Luso brasuca), hámuito que se inscreveu !!!!!

      Amigo Sérgio !
      Conseguiste "desenrrascar-te" com o problema do computador !! Ainda bem ! Também eu, volta não volta, fico atolado sem saber o porquê, e pior ainda por não saber ... desatolar-me ! Como tu, recorro sempre à geração ... não analógica !! Recordo que a minha neta mais nova, há anos atráz, ela com os seus dez anos, quando lhe apresentava algum atascanço, ela carinhosamente, começava com: - Óh, Avô !!! Mas isso é básico !!! Pois era, só que me faltavam as bases!!!
      Caro amigo, arranja tempo para vires novamente até cá abaixo e terei todo o prazer de te fazer uma fornada de pão, e broa caseiros !!

      Foi bom "falar" convosco, desanuviou-me o espirito, pois as antigas recordações vieram, novamente ao de cima, e ... nos finais de Maio de 1966 integrado numa operação, na zona de Zala-Nambuangongo, tive a primeira baixa no meu grupo de Sapadores !!
      A foto seguinte, foi tirada no aquartelamento de Zala, com os "Dragões", do Esquadrão de Luanda, quando tudo já terminara!






      Sou o do centro coma "UZI" a tiracolo.


      Um abração, Manecas


      - Laripó, ou mungué, amigos meus !!!
    • Salve, salve amigos.

      Uma passada rápida, neste sábado chuvoso, que não deu trégua o dia todo.
      E pelo visto, amanhã será igual....

      Manecas,
      chamou-me a atenção o "turricado". E pelo teu preparo dos espetinhos, certamente uma delícia.

      Sérgio,
      realmente, algumas regiões brasileiras são similares às angolanas. Poder-se-ia dizer que se está em Angola!

      Um bom final de semana à todos!

      '
      Abraços fraternais! Eliseu
    • Amigos Mazungueiros, boa tarde.


      De volta, dando sinal de vida, aqui estou de novo, deixando desde já o meu obrigado pelos votos de recuperação das mazelas que se têm abeirado de nós. Hoje tem sido a cervical a chatear-me.

      Feita a leitura das vossas mensagens, que nos trazem sempre algo de que tomo nota (aprende-se até velho, como confirma o dito), a atenção incidiu sobretudo em três coisas:

      O "Turricado" de que fala o Manecas. Deve ser mesmo de apetecer, considerando sobretudo a base do petisco, o pão caseiro. Produzido no centro e sul do País, esse pão é uma maravilha. Até velho é bom, mesmo que não seja caseiro. Cá por cima é só "molete", a que chamam papo seco para as bandas de lisboa, feito com farinhas brancas e fermentos artificiais. Só se pode comer no dia em que é fabricado, e faz mal.

      Mais um relato do Eliseu sobre a sua expedição. Centenas de km a somar a centenas de km. Uma verdadeira aventura aliada a grande paixão.
      Li o historial da estrada de ferro Madeira - Mamoré disponibilizado pelo link que o Eliseu indicou. Impressionante!
      Também as fotos do rio Madeira me trouxeram lembranças. Uma parece o Cuanza na zona do Dondo - Angola, e a que foi batida quando Eliseu aguardava «a vez de embarcar na balsa...» enviou-me para a passagem por uma qualquer pequena povoação no norte angolano: Nova Caipemba, Quibocolo, ou mesmo os termos de Ambriz ou Úcua.


      Até que enfim que cá cheguei de novo. Por que digo isto? É que já estou em linha desde as seis da tarde. E todo o texto anterior já estava escrito. Aconteceu que, sem ter dado conta, havia uma prova da capa de um livro, recebida antes (para aprovação ou não) através de um ficheiro que não me é familiar. Consegui ver o trabalho, respondi e "arrumei" o assunto. Só que a imagem, que ocupava todo o écran, ficou escondida sem que me apercebesse disso. Em resultado, ao puxar esta página para cima e para baixo, para rever o que aqui tinham deixado os Caríssimos Mazungueiros, a certa altura tudo encravou.
      Depois de várias tentativas, um pouco à sorte, pois não entendo muito disto, resolvi desligar, de modo forçado, o computador. Fui jantar, e sem pressa de o abrir de novo, ou talvez com medo de não dar conta do recado, voltei cerca de uma hora depois. Mas se antes não tinha resolvido nada, depois compliquei tudo ainda mais. Ligo, meto a palavra passe, mas o computador não abria. Em vez disso atirava-me com janelas de informação e perguntas. E eu, já a entrar em parafuso, tive de pedir ajuda ao meu filho que, pelo telefone lá me foi dizendo o que tinha de fazer. Finalmente abriu e foi aí que descobri a capa por arrumar.
      Felizmente que esta mensagem não se tinha perdido. Voltei ao início e ela lá estava à espera.
      E vai seguir agora. Espero que parta sem problemas.


      Para todos um bom domingo e óptima semana.
      Sérgio O. Sá






    • M.M. 19 Maio, às 08.10


      Caros Amigos, Bom dia !!

      O porquê ainda não descobri, mas o certo, é que somente, durante a manhã consigo entrar na net móvel, e assim ficar condicionado à sua utilização ! A estadia prolongou-se, pois o trabalho aumentou inesperadamente e ... serviço é serviço !! Espero que hoje volte à normalidade, permitindo o meu regresso ao V.P. . A ver vamos !!!


      Amigo Eliseu !
      Parabéns pela bela e completa reportagem com que nos estás presenteando !! Impressionou-me sobremaneira, a quilometragem que percorreste, e muito em particular, as fotos que demonstram o que é uma desflorestação, ou desmatização, total ! Olhar para aquele enorme "deserto" e tentar imaginar o que seria antes da intervenção humana! Por enquanto ainda pudeste comparar. Na devida escala, por cá tem sucedido o mesmo, seja originado pelos incêndios,(quase todos criminosos), seja pelo inadequado planeamento urbanístico, ou agrícola! A continuarmos assim, os nossos trinetos, ou mesmo antes, em vez de se deslocarem de motos ou jipes, terão que fazê-lo de ... camelo !!!
      Também as ferrovias, com tanto saber e sacrifício, criadas pelas gerações dos nossos avós, têm sido abandonadas e dado lugar à deslocação rodoviária, porém, estão renascendo e em muitos casos, até fazendo concorrência ao transporte aéreo.

      O sol já vai alto e ... tenho que me fazer à estrada, caso contrário não dou conta do recado. Continua com os teus relatos, que estou arquivando em arquivo próprio. Continuação de eficiente recuperação física .


      Continuarei a tentar conseguir o contacto em horas mais tardias. Um abraço para todos vós, Manecas
      - Laripó, ou mungué, amigos meus !!!